Conhecer o risco. Personalizar a prevenção.

Cada pessoa apresenta características individuais que podem influenciar o risco de desenvolver determinadas doenças ou a resposta a alguns tratamentos.

Os avanços na genética permitem hoje obter informação adicional que, em situações selecionadas, pode contribuir para decisões de prevenção, rastreio, vigilância e tratamento.

A Consulta de Avaliação Individual de Risco e Prevenção integra a avaliação médica com a utilização criteriosa de informação genética, procurando transformar os resultados dos testes em decisões clínicas úteis e individualizadas.

O objetivo não é realizar testes genéticos indiscriminadamente, mas identificar quando podem realmente acrescentar valor aos cuidados de saúde.

 

Em que áreas pode ser útil?

A consulta contempla duas áreas principais.

1. Avaliação individual do risco oncológico

Conhecer melhor o risco para personalizar a prevenção.

Os testes de risco poligénico, também conhecidos como Polygenic Risk Scores (PRS), analisam o efeito combinado de múltiplas variantes genéticas comuns, permitindo estimar a predisposição genética individual relativamente a uma população de referência.

A avaliação poderá abranger o risco de:

  • Cancro da mama.
  • Cancro da próstata.
  • Cancro colorretal.
  • Melanoma.

Os resultados são interpretados em conjunto com a idade, antecedentes pessoais e familiares e outros fatores de risco relevantes.

Esta informação poderá ajudar a individualizar estratégias de prevenção, rastreio ou vigilância, sempre de acordo com a evidência científica e as recomendações clínicas aplicáveis.

Importa compreender que risco genético não significa diagnóstico.

Um risco genético elevado não significa que a doença irá necessariamente desenvolver-se. Da mesma forma, um risco reduzido não exclui a possibilidade de a desenvolver.

Estes testes também não substituem a investigação genética específica de síndromes de cancro hereditário, quando indicada.

 

2. Personalização terapêutica e farmacogenética

A genética pode ajudar a orientar algumas decisões terapêuticas.

Determinadas características genéticas podem influenciar a resposta a alguns medicamentos ou tratamentos.

Em situações clínicas específicas, os testes farmacogenéticos podem fornecer informação complementar para apoiar a seleção ou adequação de uma estratégia terapêutica.

A utilização destas ferramentas é sempre ponderada de acordo com a situação clínica, a evidência disponível e a potencial utilidade do resultado.

Entre as áreas em avaliação para futura aplicação encontram-se a acne e a alopecia.

 

Como funciona a consulta?

Primeiro momento — Avaliação médica inicial

A consulta começa com a análise da situação clínica, antecedentes pessoais e familiares, fatores de risco e objetivos da avaliação.

O médico determina se existe indicação para realizar um teste genético e esclarece a sua finalidade, possíveis benefícios e limitações.

A realização de testes não é obrigatória.

Segundo momento — Interpretação dos resultados

Quando é realizado um teste, os resultados são analisados e explicados numa consulta posterior, sendo integrados com os restantes dados clínicos.

A partir desta avaliação, poderá ser definido um plano individualizado de prevenção, rastreio, vigilância ou orientação terapêutica.

Quando necessário, poderá ser recomendada avaliação por outra especialidade.

 

O que distingue esta consulta?

O seu principal valor está na interpretação médica e na aplicação clínica da informação genética.

Mais importante do que obter um resultado é compreender o seu significado, as suas limitações e de que forma pode contribuir para decisões concretas.

Em determinadas situações, a decisão mais adequada poderá ser não realizar qualquer teste.

 

O que pode esperar?

Uma avaliação médica rigorosa e personalizada, que procura responder a questões como:

  • Qual é a utilidade de um teste genético na minha situação?
  • O que significa o meu resultado?
  • Pode esta informação contribuir para melhorar a minha prevenção ou vigilância?
  • Poderá a genética ajudar a orientar alguma decisão terapêutica?

O objetivo é utilizar a informação genética de forma responsável, transformando conhecimento em decisões de saúde individualizadas.

 

Informe-se sobre a Consulta de Avaliação Individual de Risco e Prevenção.